segunda-feira, 24 de dezembro de 2007

Feliz natal


HISTÓRIAS DE NATAL




O SUAVE MILAGRE

Ora entre Enganin e Cesareia, num casebre desgarrado, sumido na prega de um cerro, vivia a esse tempo uma viúva, mais desgraçada mulher que todas as mulheres de Israel. O seu filhinho único, todo aleijado, passara do magro peito a que ele o criara para os farrapos da enxerga apodrecida, onde jazera, sete anos passados, mirrando e gemendo. Também a ela a doença a engelhara dentro dos trapos nunca mudados, mais escura e torcida que uma cepa arrancada. E, sobre ambos, espessamente a miséria cresceu como bolor sobre cacos perdidos num ermo. Até na lâmpada de barro vermelho secara há muito o azeite. Dentro da arca pintada não restava um grão ou côdea. No Estio, sem pasto, a cabra morrera. Depois, no quinteiro, secara a figueira. Tão longe do povoado, nunca esmola de pão ou mel entrava o portal. E só ervas apanhadas nas fendas das rochas, cozidas sem sal, nutriam aquelas criaturas de Deus na Terra Escolhida, onde até às aves maléficas sobrava o sustento!

Um dia um mendigo entrou no casebre, repartiu do seu farnel com a mãe amargurada, e um momento sentado na pedra da lareira, coçando as feridas das pernas, contou dessa grande esperança dos tristes, esse rabi que aparecera na Galileia, e de um pão no mesmo cesto fazia sete, e amava todas as criancinhas, e enxugava todos os prantos, e prometia aos pobres um grande e luminoso reino, de abundância maior que a corte de Salomão. A mulher escutava, com os olhos famintos. E esse doce rabi, esperança dos tristes, onde se encontrava? O mendigo suspirou. Ah esse doce rabi! quantos o desejavam, que de desesperançavam! A sua fama andava por sobre toda a Judeia, como o sol que até por qualquer velho muro se estende e se goza; mas para enxergar a claridade do seu rosto, só aqueles ditosos que o seu desejo escolhia. Obed, tão rico, mandara os servos por toda a Galileia para que procurassem Jesus, o chamassem com promessas a Enganim; Sétimo, tão soberano, destacara os seus soldados até à costa do mar, para que buscassem Jesus, o conduzissem, por seu mando, a Cesareia. Errando, esmolando por tantas estradas, ele topara os servos de Obed, depois os legionários de Sétimo. E todos voltavam, como derrotados, com as sandálias rotas, sem ter descoberto em que mata ou cidade, em que toca ou palácio, se escondia Jesus.

A tarde caía. O mendigo apanhou o seu bordão, desceu pelo duro trilho, entre a urze e a rocha. A mãe retomou o seu canto, a mãe mais vergada, mais abandonada. E então o filhinho, num murmúrio mais débil que o roçar duma asa, pediu à mãe que lhe trouxesse esse rabi que amava as criancinhas, ainda as mais pobres, sarava os males, ainda os mais antigos. A mãe apertou a cabeça engelhada:
- Oh filho! e como queres que te deixe, e me meta aos caminhos, à procura do rabi da Galileia? Obed é rico e tem servos, e debalde buscaram Jesus, por areais e colinas, desde Chorazim até ao país de Moab. Sétimo é forte e tem soldados, e debalde correram por Jesus, desde Hébron até ao mar! Como queres que te deixe? Jesus anda por muito longe e nossa dor mora connosco, dentro destas paredes e dentro delas nos prende. E mesmo que o encontrasse, como convenceria eu o rabi tão desejado, por quem ricos e fortes suspiram, a que descesse através das cidades até este ermo, para sarar um entrevadinho tão pobre, sobre enxerga tão rota?

A criança, com duas longas lágrimas na face magrinha, murmurou:
- Oh mãe! Jesus ama todos os pequeninos. E eu ainda tão pequeno, e com um mal tão pesado, e que tanto queria sarar!
E a mãe, em soluços:
- Oh meu filho como te posso deixar! Longas são as estradas da Galileia, e curta a piedade dos homens. Tão rota, tão trôpega, tão triste, até os cães me ladrariam da porta dos casais. Ninguém atenderia o meu recado, e me apontaria a morada do doce rabi. Oh filho! Talvez Jesus morresse... Nem mesmo os ricos e os fortes o encontram. O Céu o trouxe, o Céu o levou. E com ele para sempre morreu a esperança dos tristes.
De entre os negros trapos, erguendo as suas pobres mãozinhas que tremiam, a criança murmurou:
- Mãe, eu queria ver Jesus...
E logo, abrindo devagar a porta e sorrindo, Jesus disse à criança:

- Aqui estou.

Eça de Queiroz,

A Coligação Juntos por Ruílhe Deseja a todos os Ruílhenses um Bom Natal e Feliz Ano Novo. António Filipe

APROVEITO PARA INFORMAR DIA 28.12.2007 AS 21.00H ASSEMBLEIA DE FREGUESIA

APRESENTAÇÃO NESTE BLOG DO PLANO DE ACTIVIDADES PARA 2008.ENVIA O TEU COMENTÁRIO

quinta-feira, 22 de novembro de 2007

domingo, 11 de novembro de 2007

sexta-feira, 9 de novembro de 2007


quinta-feira, 8 de novembro de 2007

sábado, 3 de novembro de 2007

Estou perfeitamente de acordo com o Francisco Vilaça. Não é por falta de conhecimento, que os meus companheiros,e companheiras da lista não aparecem. Envio informação para todos atempadamente. Esta situação é patente em todas as forças políticas. Todos deveriam participar nas Assembleias. Mesmo para os Deputados, é desmotivante ver a sala vazia. As Assembleias têm outro interesse, quando a sala está cheia, e as pessoas participam, criticando ou elogiando a Junta de Freguesia. Quero deixar aqui o meu apelo, para que todos participem na próxima Assembleia de Freguesia. António Filipe

domingo, 28 de outubro de 2007



Assuntos que sejam de interesse para todos os visitantes do Blog


Esta foto, é para relembrar aos Ruílhenses, da nossa equipa candidata à Junta de Freguesia de Ruílhe. Queremos manter uma equipa forte, dinamica, e coesa. Se queres participar no nosso projecto " Ruílhe 2009 ", serás bem vindo. Precisamos de todos aqueles que queiram contribuir com as suas ideias, e grande vontade de melhorar a nossa Freguesia. Podes entrar em contacto comigo, através do mail " jdfil@sapo.pt"

Ruíhenses, em nome da coligação " Juntos por Ruílhe " , decidimos criar este Blog, para que todos os Ruíhenses sem excepção, possam contribuir com as suas ideias, para o desenvolvimento integrado da nossa freguesia. Aqui poderão enviar as vossas críticas, as vossas sugestões, os vossos comentários,etc. Seremos na Assembleia de Freguesia, e Junta de Freguesia, a vossa voz. Não hesite em entrar em contacto, e não tenha receio de expressar a sua indignação, perante o marasmo que a nossa Freguesia atravessa. Certamente este será o ínicio de um diálgo, entre a coliçação e os habitantes desta nossa querida Freguesia. Um abraço de António Filipe

Plano de Actividades para 2008





Caros Amigos, coloco aqui no Blog o Plano de Actividades para 2008. Como oposição que medidas devemos tomar? Podemos aprovar o plano, ou podemos reprovar.A Coligação não quer ser uma força de bloqueio. Não queremos desculpas da Junta, que não fizeram obra por culpa da oposição....
Em 2009, os Ruilhenses terão oportunidade de julgar estes 4 anos. Muitos dos nossos eleitores gostariam de ver reprovado este Plano. Afinal é mais do mesmo, com poucas alterações. Será que vamos ter mais um ano perdido.....o que falta para concretizarem os projectos.... o estacionamento junto ao Cemitério já poderia ter arrancado !!!. Que projectos alternativos tem a Junta, caso este plano seja chumbado. Como Ruilhense só quero o melhor para a nossa Freguesia. Gostaria de ter a vossa opinião sobre este assunto. Expressa o teu sentido de voto.