


Caros Amigos,
Penso ter chegado o momento de intervir pessoalmente no nosso blogue.
Em primeiro lugar, quero agradecer a todos aqueles que nele têm escrito o seu contributo, dando sugestões, contribuindo com algumas ideias e críticas.
Em segundo lugar, quero deixar uma mensagem a todos aqueles que, alheando-se do essencial - a nossa freguesia de Ruílhe - se ocupam apenas da crítica e dos ataques pessoais. É (infelizmente) natural nestas alturas, ouvirmos aqui e ali, algumas manifestações de repúdio pela atitude e direito democrático de nos candidatarmos a dirigir os destinos da nossa freguesia. Felizmente o contrário também acontece. E digo isto, não apenas referindo-me à minha pessoa, mas a todos os candidatos políticos.
Eu não penso assim! Penso e desejo que, em política, as pessoas, os partidos, os movimentos de cidadãos, deverão ser unicamente julgados pelos projectos que apresentam e pelo cumprimento ou não dos mesmos. A competência de uns não aumenta com o denegrir da imagem dos outros. Infelizmente essa parece ser a fórmula, mais ou menos universal, dos políticos actuarem. Mas, nós não temos que seguir esta fórmula. Sou a favor de uma política transparente, clara e avaliada pelas ideias e projectos de cada um. Todos apresentam os seus projectos e os eleitores têm o direito e a responsabilidade de votarem naquele que acham o melhor, ponderando as ideias e as pessoas que os pretendem levar a cabo. Isto é democracia.
Seguindo esta linha de pensamento, acho chegada a hora de clarificar a minha posição na questão do Adro da Igreja, obra que sempre desejei e para a qual procurei contribuir com as minhas ideias e sugestões: tenho a certeza que a grande maioria dos ruilhenses não duvidam deste meu sentimento e têm apreciado a minha participação desinteressada, a minha disponibilidade e o meu empenhamento nas várias realizações da nossa Paróquia. Foi sempre meu desejo que toda a comunidade deveria ser chamada a manifestar-se: no meu artigo no jornal DIA LUZ nº 172 distribuído em 1 de Março 2009 poder-se-á confirmar esta minha posição.
Nunca fiz nenhuma intervenção nas reuniões do Conselho Pastoral Paroquial que provocasse o impedimento do “avanço” do ante-projecto: procurei sim, defender os bens e interesses da Comunidade Paroquial que é de todos os ruilhenses. A confirmar submeto à vossa apreciação o ponto 2 da Acta da Reunião do dia 26 de Janeiro de 2009, devidamente aprovada por unanimidade, de que faz parte uma resenha cronológica das reuniões em que o objecto era o ADRO DA IGREJA: nesta resenha vemos que os grandes lapsos de tempo de espera nunca estiveram do lado do CPP.
Relativamente ao meu cargo de Secretário do Conselho Económico e do Conselho Pastoral, apresentei em 1 de Agosto último, a suspensão do cargo no sentido de poder dedicar o meu tempo à freguesia.
Da minha carta enviada ao Presidente dos CEP e CPP, transcrevo a seguinte passagem:
“ Este meu pedido de suspensão é apresentado em obediência à Igreja, mas sobretudo pela minha convicção de que o serviço que estava exercendo obriga a uma fidelidade que poderá chocar com as funções públicas a que me vou candidatar. O meu empenhamento na vida paroquial despertou em mim a necessidade de alargar ainda mais o benefício desta minha generosidade a toda a comunidade, levando-me a submeter esta minha intenção ao sufrágio dos eleitores: tudo farei para a dignificação da actividade política na autarquia a que me candidato.
A suspensão do mandato não significa, de maneira nenhuma, alheamento ou renúncia de continuar a viver a minha vida de cristão integrado na nossa comunidade e de continuar a viver e a participar nas manifestações cristãs da nossa Paróquia.
Faço votos pelo maior sucesso cristão de todos os nossos Paroquianos.”
Não queria terminar esta intervenção sem os alertar para o inquérito que decorre no portal da Junta de Freguesia de Ruílhe, ( www.ruilhe.com ) sobre a projecção do novo Adro da Igreja e da opinião das pessoas que votaram nesse inquérito. Até hoje dia, 22 de Setembro de 2009, os resultados eram os seguintes:
Votantes: 91
Resultados: Péssimo (37) – 40,7%
Muito Bom (18)- 19,8%
Acho que podiam fazer melhor (14) – 15,4%
Bom (13) – 14,3%
Razoável (9) – 9,9%
Isto vale o que vale, mas está longe de ser consensual. Aliás, não se consegues sequer dar uma opinião fundamentada com base em quatro fotografias.
Um abraço e VIVA RUILHE.
Francisco Pinto.
